Ação da ANAJUSTRA alerta para os riscos do câncer de pele
06/02/18 13:48 Fonte: Assessoria

"Sol na Medida" é a ação do mês de fevereiro do Programa Bem Viver.

A campanha nacional contra o câncer de pele já passou, mas é importante estar sempre atento aos riscos da doença. É por isso que, neste mês de fevereiro, a ANAJUSTRA, por meio do Programa Bem Viver, vai realizar a ação “Sol na Medida” que passará pelo Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Goiânia e Maceió. 

“Queremos alertar os servidores sobre a importância de ter medida na exposição ao sol, pois assim como ela pode ser benéfica, em alguns casos, também pode ser bastante perigosa, por isso demos esse nome a ela”, explica o presidente da ANAJUSTRA, Antônio Carlos Parente. 

Ele conta que, com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da L’Oréal, serão distribuídos kits com protetores solares e materiais informativos sobre o tema na última semana do mês. 

Confira na tabela as datas e locais de distribuição dos kits

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Ação online

A campanha, no entanto, começa na internet, antes da ação presencial nas cinco capitais. “Elaboramos um material especial que será enviado aos associados e publicado no site. Ele informa sobre os tipos do câncer de pele, como identificar a doença e, o mais importante, como se proteger dela”, destaca a gerente administrativa da associação, Gelice Prado.

Um desses materiais é uma entrevista exclusiva com o coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, doutor Pedro Dantas. Nela, o médico explica porque o Brasil apresenta um altíssimo número de casos da doença, fatores que aumentam os riscos de câncer de pele e fala também dos benefícios de ser expor ao sol, com proteção. 

“Também vamos disponibilizar um link para a calculadora de risco, uma ferramenta da SBD, que indica se a pessoa tem risco de desenvolver a doença. Acreditamos que repassar todas essas informações, junto com a ação presencial, é mais uma forma de fazer com que os servidores cuidem de si, da família, e possam viver melhor”, diz Gelice. 


Confira a entrevista com o doutor Pedro Dantas, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD

ANAJUSTRA: Porque há tantos casos de câncer de pele no Brasil?

 


Pedro Dantas, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

Pedro Dantas: O Brasil é um país com quase a totalidade do território entre o equador e o trópico de capricórnio, sendo um dos países do mundo com maior extensão de território em proximidade com o sol. Associado a isso, temos um povo com pele dos mais variados fototipos, por conta da miscigenação, e hábitos tanto de trabalho, na zona rural, quantos de lazer, associados a atividades ao ar livre; o que leva o país a ter o câncer de pele como um problema de saúde pública. Para se ter ideia, o INCA estima que hoje sejam diagnosticas cerca de 180 mil casos de câncer de pele por ano no Brasil, sendo o câncer mais prevalente dentre todos os tipos de cânceres.
 
A: Quais são os tipos mais graves da doença?

PD: Os tipos mais comuns de câncer de pele são o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma; sendo o basocelular o mais comum e com menor agressividade e o melanoma o menos comum, mas com alta agressividade.

A: O que aumenta os riscos da doença?

PD: O câncer de pele surge geralmente em áreas do corpo com exposição mais intensa ao sol, como no rosto, couro cabeludo, orelhas, nuca, colo, braços e pernas sendo o dano cumulativo da exposição solar um dos fatores de risco mais bem documentados e comprovados. A história familiar de câncer de pele ou outros cânceres e história ocupacional de exposição à radiação ou substâncias tóxicas como arsênico são outros fatores importantes de risco. Vale lembrar que pacientes tratados com medicamentos que diminuem a imunidade por outros problemas de saúde como transplantes ou doenças auto-imunes podem ter um risco também aumentado.

A: Como se proteger?

PD: A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda evitar a exposição solar nos horários mais quentes das 10h às 15h estando atento para que no Nordeste o sol forte começa às 9h e no centro-oeste costuma se estender até às 16h. O protetor solar não é a única medida de fotoproteção, devemos lembrar de procurar a sombra (árvores, guarda-sóis, tendas, etc.) e utilizar roupas, chapéus, bonés e óculos escuros para auxiliar na proteção.

A: Qual o FPS indicado para cada tipo de pele?

PD: A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda de modo geral que os pacientes utilizem fotoprotetor com FPS maior ou igual a 30, esse número se refere ao índice de proteção para a radiação ultravioleta B, mas é importante que estejamos atentos para que ele tenha cobertura de amplo espectro, ou seja, tenham também proteção contra radiação ultravioleta A. Essa recomendação é geral para todos os tipos de pele, mas o ideal é que o paciente procure um dermatologista para avaliar as particularidades da sua pele e das suas atividades.

A: Quais são os erros mais comuns no uso do protetor solar?

PD: Os erros mais frequentes no uso do protetor solar são a aplicação irregular do produto, não devemos esquecer áreas como pálpebras, orelhas, nuca e colo; o uso imediatamente antes de se expor ao sol, a maioria dos protetores necessita de mais 15 minutos para absorção e início da proteção e devemos estar atentos para aplicarmos um pouco antes de se expor; a dificuldade em reaplicar, a maioria dos protetores só garante o FPS por até 2 horas, sendo necessária a reaplicação, principalmente se o paciente está fazendo alguma atividade que transpire muito ou após entrar na água.

A: E quais são os benefícios da exposição ao sol?

PD: O sol tem uma série de efeitos benéficos não só psicológicos, mas também fisiológicos como é o caso da produção de vitamina D. O que a Sociedade Brasileira de Dermatologia preconiza é que aproveitemos o sol, mas sabendo dos seus riscos e de como controlarmos o excesso de exposição, dessa forma poderemos aproveitar do melhor dele evitando os seus danos.

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