GERAL

Integração entre PJe e Escritório Digital beneficiará todos os ramos do Poder Judiciário
Fonte: CSJT
  - 01/11/17 09:52

Após a Justiça do Trabalho alcançar 100% de operação pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), concluiu as adaptações técnicas de integração do Sistema Escritório Digital (ED), desenvolvido pelo CNJ, com a versão do PJe que atende à Justiça do Trabalho.

A conclusão desse projeto é muito aguardada pela advocacia trabalhista que, através do uso do MNI (Módulo Nacional de Interoperabilidade), poderá, a partir de um ponto único – ED, enviar peças processuais ao PJe instalado na Justiça do Trabalho. Segundo o juiz auxiliar da presidência do TST/CSJT, Fabiano Coelho, a interoperabilidade beneficiará os dois sistemas. “Isso melhora as duas pontas. O advogado terá o conforto de trabalhar off-line e mandar as peças para o PJe. Para o PJe é bom também, porque o advogado não precisará estar sempre conectado ao sistema, usando o MNI só para remessa. Isso reduz o fluxo de pessoas e o tempo de permanência do advogado dentro do PJe”, explica.

O magistrado lembra que a interoperabilidade entre sistemas só atendia ao PJe que rodava no CNJ. “O ED era incompatível com o PJe da Justiça do Trabalho. A secretaria de Tecnologia de Informação e Comunicação do CSJT fez um trabalho de adaptação para a comunicação de um com o outro”, enfatiza. Essa integração passou pela homologação final dos advogados que testaram a solução e apontaram melhorias que entendem necessárias.

Superados os testes, o CSJT disponibilizará a solução já na próxima versão do Sistema PJe, devendo posteriormente cada TRT desenvolver o seu projeto local de configuração do PJe com o Escritório Digital do CNJ. 

O magistrado Fabiano Coelho destaca que existe acordo de cooperação com o CNJ para desenvolvimento de novas funcionalidades a fim de que o CSJT desenvolva melhorias no Escritório Digital que possam beneficiar toda a advocacia. “No esforço comum com o CNJ, podemos desenvolver essas funcionalidades que a advocacia deseja. Só que, como a ferramenta é do CNJ, o que fizermos de melhoria beneficia a advocacia do Brasil inteiro: todos os âmbitos da Justiça que usarem o escritório digital serão beneficiados por essa parceria”, ressalta.

*Esse texto tem cunho informativo e não, necessariamente, reflete o posicionamento da ANAJUSTRA sobre o tema.
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