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Inspirado pelo cotidiano, servidor do TRT9 se dedica à escrita poética e opinativa

 15/01/2020    0    0    461  

Conheça detalhes da criação de Richard Zajaczkowski.

Richard Zajaczkowski é graduado em Direito e Jornalismo. Quando está fora do Tribunal, ele utiliza sua capacidade intelectiva para criar poemas e artigos de opinião, publicados com frequência no Jornal de Beltrão, cidade na qual reside há mais de 30 anos.

“Sempre fui uma pessoa curiosa e essa mania de saber das coisas, reverteu-se para o universo da literatura, ou seja, a partir dos bancos escolares, na adolescência, iniciei a ler obras de romances de escritores brasileiros e ao longo dos anos, sempre tive inclinação de gosto eclético.” 

Na lista dos favoritos, Richard inclui as biografias, livros sobre meio ambiente e voltados à espiritualidade. “Em prosa: Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis; Grande Sertão: Veredas de João G. Rosa; Crime e Castigo de Fiodor Dostoievski; Guerra e Paz de Leon Tolstoi. Esses são alguns e melhores dos indicados pelo nosso conhecido bibliófilo José Mindlin e que também são de minha preferência. Na poesia, fico com Clarice Lispector e Helena Kolody”, enumera.

Paixão pela leitura e pela escrita

“A leitura, durante décadas, forneceu-me enorme cabedal de vocábulos, que de forma intelectiva emprego nos meus textos, sejam eles artigos (e também agora) ou poemas.”

Além dos textos enviados para o Jornal de Beltrão semanalmente, Richard também participa do Centro de Letras de Francisco Beltrão (PR), e se dedica a criar poemas utilizando três palavras (uma trinca), escolhidas pelos colegas poetas.

No processo de criar, tanto os textos quanto os poemas, ele afirma: “Acredito que o processo criativo, tanto meu como de qualquer outro escritor ou poeta, surge a partir de dois elementos: o primeiro e mais importante é quando a pessoa sente-se inspirada para realizar algo, ou seja, ela intui uma espécie de emoção introspectiva de sentimentos que afloram à mente e, como em uma passe de mágica, surgem as palavras que ela quer dizer; o segundo elemento, é uma combinação do primeiro com o trabalho mental, puramente intelectivo, ou seja, o escritor ou poeta vasculha a mente do conhecimento de seu vocabulário. Se achou poucos recursos ou eles são pobres em conteúdo, então ele socorre-se dos léxicos”.

A última trinca indicada por um colega do Centro de Letras era javali, onça e cachorro. “Embora sejamos em mais de vinte pessoas, menos de meia dúzia tem condições (ou talvez não queiram) indicar a trinca e elaborar o texto a respeito.” O resultado foi o poema “Fauna”, publicado abaixo.

Para ler as outras publicações de autoria de Richard Zajaczkowski, faça uma busca no site do Jornal de Beltrão. Ele também é autor de três livros que podem ser encontrados no site Estante Virtual: “Moral da História”, “A Moral da História Continua” e "Contos para reflexões". Entre em contato com Richard para comprar os livros diretamente pelo e-mail: richazaja@gmail.com.

FAUNA (JAVALI – ONÇA – CACHORRO)

Selva virgem e fechada,

Fechada com pouca relva.

Javali pronto à espreita,

Espreita lá e aqui.


Felino de pelos amarelados,

Amarelados não opalino.

Onça, pintada, preta ou jaguar;

Jaguar, não geringonça.


Animal amigo do homem,

Homem que lhe faz mal.

Cachorro late, mas não morde,

Morde só mendaz e mazorro.


Richard Z.