A experiência mais libertadora de minha vida fora a viagem que fizera até Las Vegas, US, quando participei de uma convenção no Hilton Vegas Hotel, representando o primeiro fã clube da América Latina do maestro Barry Manilow. Sozinha, fui a única participante cujo idioma não era o inglês, dentre mais de trezentas pessoas.
Las Vegas é o tipo de cidade que não dorme e, durante as 24 horas, há festas, comemorações, casamentos e entretenimentos dos mais diversos. As avenidas são longas e extremamente amplas; os hotéis, verdadeiros cartões postais e estar hospedado em um deles dá-nos a sensação de que nossos sonhos tornaram-se realidade. Para enfeitar ainda mais minha viagem, caíra a maior nevasca na cidade, desde 1988.
O ar era gelado, porém o povo, caloroso, acolhedor e a paisagem nos presenteava com tons prateados. Guardo algumas recordações das quais retenho muito carinho. O momento do qual um grupo de participantes da convenção fez questão de tirarem uma foto com os bonés trazidos por mim do Brasil, cujas estampas simbolizavam o fã clube brasileiro e a ONG da qual fundei, a Oficina Cultural Beija-Flor. Embora houvesse inúmeros restaurantes nos hotéis e fora deles, não me adaptei à culinária típica americana imediatamente, por ser adepta à muitas verduras e frutas, contudo as panquecas americanas são verdadeiramente soberbas mescladas com o tradicional maple.